Foto alunos

Por meio de uma iniciativa do Centro Educacional do Carinhanha - CEC/FUCAM, através do Curso Técnico Agropecuário em parceria com o comerciante José Bittencourt Martins (Zé da Farmácia), o projeto ‘Salve o Rio Cochá’ está dando um novo rumo ao rio Cochá, através da produção de mudas de diversas espécies que vão colaborar na preservação do curso d’água.

Rio Coch

Com a nascente localizada em Januária (MG), o rio Cochá é um afluente do rio Carinhanha e subafluente do rio São Francisco, e passa pelas cidades de Juvenília e Montalvânia, no Norte do estado. Conscientes da importância do Cochá para toda a região, os alunos do curso técnico começaram a produzir mudas de árvores para serem plantadas na encosta rio, visando evitar as erosões causadas pelo desmatamento do solo. A meta dos alunos do curso é garantir 5 mil mudas entre Ipês, Jenipapos e Bambus.

mudas

Dentro do Curso Técnico em Agorpecuária realizado na FUCAM, são aprendidas diversas técnicas de preservação ambiental de baixo custo. Muitas dessas técnicas são aplicadas na prática e estão mudando a realidade das comunidades do entorno, já que oferecem benefícios que atendem problemas ambientais reais da região que sofre a escassez dos recursos naturais.

Estudante do curso técnico e morador de Juvenília, Julivan Alves Moreira, 48 anos, se sente satisfeito com os novos conhecimentos que está adquirindo durante as aulas. “Me senti muito honrado em fazer parte desta equipe. O curso pra mim está sendo muito enriquecedor por ser algo destinado ao meio ambiente,” concluiu Julivan, que participa do Curso Técnico em Agropecuária desde setembro de 2017.

Montalvânia é o município em que mora "Zé da Farmácia", 51 anos, integrante do projeto ‘Salve o Rio Cochá’. Antes mesmo de conhecer o projeto o comerciante já tinha o plano de alertar os moradores que vivem no entorno do rio para preservarem suas encostas. Sempre preocupado com a preservação do rio, Zé conseguiu, através de comerciantes, fazendeiros, das prefeituras de Montalvânia e Bonito de Minas, doações de arames e madeiras para proteger a encosta do Cochá. O comerciante também realiza arrecadação de recursos através de mobilização pelas redes sociais e venda de rifas. “Esse amor é eterno. Esses movimentos deveriam ter acontecido há muitos anos atrás. Eu tomei essa iniciativa de acordar o povo”, contou o colaborador.

Texto: Gabrielly Coelho

Foto: NUCOM e José Bittencourt Martins