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Iniciativa visa capacitar famílias para  produzir alimentos orgânicos e gerar renda

hortas riachinho e buritizeiro

 

Nos dias 26 e 28 de setembro, a Fundação Educacional Caio Martins (Fucam) realizará a implantação de hortas agroecológicas em Riachinho e Buritizeiro. A Ação da Capacitação Educação para o Campo é uma iniciativa socioprodutiva da Fucam em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Empresa Mineira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

 

Para a implantação das hortas, serão realizadas capacitações que visam qualificar as famílias selecionadas para cuidar da horta em cada município. O objetivo é oferecer formação e apoio técnico para que os beneficiários do projeto possam cuidar das hortas e produzir alimentos orgânicos que serão comercializados pelos próprios produtores, ajudando a melhorar a renda das famílias.

 

Proporcionar para a comunidade a oportunidade de se qualificar e produzir alimentos orgânicos e de qualidade é um dos objetivos da ação, explica Teresa Gusmão, gerente de Ações Socioprodutivas da Fundação. “Oferecemos, nos Centros Educacionais, todo o suporte para que as famílias produzam nas hortas sem qualquer custo, contribuindo para que possam contornar situações de vulnerabilidade. O projeto é pensado para que o conhecimento adquirido seja aplicado, também, fora da Fucam, aumentando as possibilidades de geração de emprego e renda”, contou.

 

A capacitação é de extrema importância para o Centro Educacional de Buritizeiro e para toda a comunidade, afirma a coordenadora do Centro Educacional da Fucam no município, Maria Alice Correa Oliveira. “Os beneficiários conhecerão técnicas fundamentais para o cultivo, produção e comercialização dos produtos da horta agroecológica, com propostas pedagógicas inovadoras e discussão dos impactos da ação para o bem-estar futuro de nossa gente, que é carente de oportunidades e vive, às vezes, sem perspectiva de renda para um sustento digno de seus familiares”, disse. A coordenadora ainda conta que outro ponto positivo é o vínculo que será criado entre os pequenos produtores e os parceiros envolvidos na capacitação.

 

O coordenador do Centro Educacional de Riachinho, Joel Paulino da Silva, acredita que a implantação da horta será de grande valia para a comunidade. “Além de melhorar a renda das famílias envolvidas na produção e venda dos produtos da horta, elas terão um aumento significativo em suas rendas, além de ofertar produtos fresquinhos, de boa qualidade e sem agrotóxico para nossa comunidade que é tão carente e desprovida de estabelecimentos que poderiam oferecer produtos dessa natureza”, contou.

 

A Fucam já possui hortas agroecológicas instaladas nos centros educacionais de Esmeraldas, Januária, Juvenília e São Francisco. A realização da capacitação em Riachinho e Buritizeiro contemplará todas as unidades da Fundação.

Professores e alunos explicam sobre a importância dos aprendizados no agronegócio

ARREDONDADO BURITIZEIRO ALGODÃO VISITA

 

Alunos do curso técnico em agronegócio da Escola Estadual Professora Marieta Amorim Vieira, instituição sob gestão da Fucam em Buritizeiro, realizaram uma visita de campo para conhecer a cadeia de produção de algodão.  O objetivo da visita foi mostrar aos estudantes como está a realidade do setor na região, tendo em vista que cidades próximas à Buritizeiro já se destacam como produtores de algodão. A ideia é articular a formação geral com a preparação do exercício da profissão técnica.

 

Tanto o curso quanto a visita de campo estão sendo produtivos para os alunos, que enxergam as aulas como uma oportunidade para adquirir conhecimento e habilidades para iniciar ou expandir um negócio agrícola. É o que afirma o estudante Luiz Guilherme de Souza Rocha Rodrigues, de 18 anos.

 

“Vejo inúmeras formas em que o curso de agronegócio pode agregar, significativamente, na minha vida. Acredito que irá me proporcionar um conhecimento aprofundado sobre o setor agrícola, incluindo as cadeias de produção, comercialização e aspectos econômicos relacionados”, explicou. Guilherme também contou sobre a visita de campo. Para ele, foi uma experiência enriquecedora. “Foi muito interessante ver como os agricultores se dedicam ao plantio das sementes e como cuidam das plantas para garantir uma colheita saudável. Eles compartilharam suas técnicas, mostrando todo o conhecimento que possuem sobre a cultura e como enfrentam os desafios do clima e das pragas”, reiterou.

 

Maria Aparecida Rodrigues Rocha, de 60 anos, também estudante do curso, disse que a visita foi importante para entender mais sobre o fomento do cultivo de algodão na região. “Conhecer a cadeia de algodão e sua produção foi uma experiência valiosa para adquirir conhecimento. Recebemos informações importantes sobre o cultivo da cultura na região, todo o processo da colheita até a comercialização”, afirmou Maria Aparecida. Ainda segundo a estudante, as aulas são produtivas e os professores são comprometidos e capacitados. “O agronegócio me interessa como estudante e futura profissional. Eu sempre tive vocação para o campo”, completou.

 

Werbson Souza, professor do curso técnico, explica a metodologia empregada nas aulas. Ele visa estimular os alunos na realização de pesquisas, na produção de conhecimentos e no trabalho em grupo em visitas de campo e outras atividades relacionadas. “Ao final de todo esse esforço é sempre gratificante receber um feedback positivo dos alunos que se identificam com o agro”, completa.

 

Produção de algodão em Minas

 

Segundo o professor, Minas Gerais ocupa a quinta colocação no ranking nacional de produção da fibra. “Já existem programas de apoio para o setor, que estimulam os produtores. Sabendo que a principal região produtora de algodão em Minas é a Noroeste, essa cultura passa a atrair a atenção também dos agricultores familiares da região”, conta Werbson.

 

O curso técnico gerido pela Fucam visa capacitar os estudantes para que adquiram competências profissionais no agronegócio, desenvolvendo um olhar empreendedor e identificando oportunidades nas diversas áreas do meio.

Participantes aprendem a importância de ações sustentáveis na agricultura familiar

praticas agroecologicas butizeiro agosto

Entre os dias 14 e 18 de agosto, o Centro Educacional da Fundação Educacional Caio Martins (Fucam), em Buritizeiro, realizou uma capacitação de Práticas Agroecológicas em parceria com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e a prefeitura do município. A ação foi ofertada para dez beneficiários.

 

A Fucam e seus parceiros têm proporcionado cursos que trazem oportunidades para as famílias, possibilitando a garantia de renda para o seu sustento, afirma a coordenadora do Centro Educacional de Buritizeiro, Maria Alice Correa Oliveira de Souza. “O curso de Práticas Agroecológicas trouxe para os nossos alunos uma riqueza de conteúdos que versam sobre qualidade de vida, sustentabilidade, valorização do trabalhador e a qualidade dos produtos”, contou.

 

O objetivo do curso foi apresentar aos participantes os benefícios do uso das práticas agroecológicas na agricultura familiar. Soraia Luiz Silva, instrutora do Senar que ministrou o curso, destaca que as práticas agroecológicas são alternativas para incentivar o cultivo de alimentos saudáveis sem a necessidade de usar insumos químicos na propriedade. “Por meio do curso os alunos aprendem a produzir adubos, fertilizantes, fazer o controle de pragas e doenças, além de realizar o manejo do solo e da água visando a preservação dos recursos naturais”, explicou. Ainda segundo Soraia, a ideia da agroecologia é  tornar a propriedade mais produtiva. 

 

Levar os ensinamentos do curso para o dia a dia é um dos objetivos de Luiz Guilherme, de 18 anos. Ele é estudante dos cursos técnicos em agropecuária e agronegócio e participou da capacitação. “Embora eu não esteja envolvido na agricultura, estou planejando começar uma horta para diversificar minha produção. Estou empolgado em usar essas técnicas em minhas futuras produções visando criar um ambiente produtivo e, ao mesmo tempo, consciente da importância de cuidar da natureza”, relatou. 

 

Desenvolver com sustentabilidade é a marca do curso para Renan Luz Santana, um dos beneficiários do projeto. Ele conta que está fazendo o seu primeiro curso com a Fucam e um de seus principais aprendizados está sendo observar que a sustentabilidade pode ser empregada tanto na produção de um agricultor familiar quanto em uma empresa de grande porte.

 

“A agroecologia hoje não é só para a agricultura familiar e nem só para o produtor de pequena escala, a agroecologia hoje vale para todos os agricultores. Temos que criar um hábito, uma parceria de produzir mantendo os laços com a natureza, porque através da agroecologia nós conseguimos todos os materiais para fazermos preservação do solo, adubação e ter um plantio eficaz. Essa foi uma das coisas mais importantes que eu aprendi no curso. É possível sim produzir muito e produzir bem com sustentabilidade“, afirmou.

 

Renan trabalha em uma empresa que produz carvão vegetal e conseguiu, com o curso, aprender várias lições que podem auxiliá-lo na produtividade e na sustentabilidade de seu ambiente de trabalho. 

 

“Não sou produtor rural. Eu presto serviço para uma empresa em uma fazenda de carbonização. Fazendo um desenvolvimento sustentável na área de trabalho, diminuímos bastante os impactos ambientais, como contaminação dos lençóis freáticos, contaminação dos animais e degradação do solo. Todas as atividades agroecológicas que eu puder implantar na empresa serão de grande ajuda, disse."

 

O aluno acredita que cursos como este são de extrema valia para capacitar a população de Buritizeiro na produção sustentável. “Esse curso é um grande benefício para nós, porque quando sair um técnico capacitado de um curso que foi ofertado na Fucam, ele poderá produzir com sustentabilidade. Esses cursos são muito importantes para o município porque vão capacitar nosso povo de Buritizeiro”, completa Renan.

 

Senar

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - Administração Minas Gerais tem como função promover o aprimoramento profissional e a elevação do status social dos produtores, trabalhadores rurais e seus familiares. Anualmente, proporciona capacitação a aproximadamente 200 mil indivíduos abrangendo uma ampla gama de setores. 

Projeto visa garantir o direito à aprendizagem de competências não absorvidas pelos estudantes

ARREDONDADO REPOSIÇÃO APRENDIZAGENS JANUARIA

 

A Escola Caio Martins, instituição gerida pela Fucam em Januária, faz parte do Plano de Recomposição de Aprendizagens, projeto da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Todos os alunos e professores da escola participam dos trabalhos visando assegurar o desenvolvimento de habilidades que ainda não foram concretizadas pelos estudantes.

 

O Plano de Recomposição das Aprendizagens prevê uma série de ações com foco em garantir o direito à aprendizagem de competências que não foram absorvidas pelos estudantes durante o período de pandemia, quando vivenciaram o método do ensino remoto. Seus dois principais objetivos são reduzir a defasagem de ensino e de aprendizagem dos estudantes acumulados ao longo da escolarização, e realizar estratégias para recuperar e recompor essas aprendizagens a partir de habilidades previstas na Base Nacional Comum e no Currículo Referência de Minas Gerais. O projeto contempla estudantes do terceiro ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio.

 

Áurea Reis, diretora da Escola Caio Martins, explica que o Plano de Recomposição abrange todos os alunos da instituição e que de acordo com as orientações passadas pelo Governo do Estado, a escola planeja e executa atividades visando reforçar as competências que precisam ser trabalhadas.

 

“Todos os professores participam do plano. Todos os alunos precisam recompor. O Estado enviou as lacunas de aprendizagem e duas competências para serem trabalhadas: competência socioemocional e busca ativa. Partindo dessas orientações, a escola trabalha com oficinas e projetos para recompor as habilidades dos estudantes. A escola utiliza muito das metodologias de êxito para que o estudante aprenda”, conta a diretora.

 

A intervenção pedagógica é uma das principais ações do Plano de Recomposição de Aprendizagens. O Especialista em Educação Básica tem papel fundamental na implementação das ações do Plano, de modo a garantir que os processos de ensino sejam iguais a todos. O acolhimento da equipe, a análise de resultados, a identificação das habilidades que precisam ser recompostas também são partes ativas do processo para melhor aproveitamento dos alunos. 

Alunos do Centro Educacional do município aprenderam sobre revisão de colméias e fixação de placas de cera no mês de Agosto

aula prativa riachinho apicultura

As aulas do curso de apicultura da Fundação Educacional Caio Martins (Fucam), realizadas em Riachinho, estão a todo vapor no mês de Agosto. O projeto intitulado "De Flor em Flor, Um Favo de Mel" visa auxiliar os alunos a se capacitarem na gestão de empreendimentos relacionados à produção de mel e derivados. A Fundação proporciona toda a formação, material e suporte técnico para que o aluno seja capaz de trabalhar com a apicultura e ter o seu próprio negócio. 

No início do mês, os alunos participaram de uma aula prática de revisão de colméias. A aula foi ministrada pelo professor Neiri Jean Alves dos Santos no Centro Educacional da Fundação instalado no município.

Localizada no Norte do estado, a cidade de Riachinho tem uma população de 6.863 habitantes e uma área de 1.719,266 km² (IBGE/2022). Tem como ponto forte na economia a prática da agropecuária, se tornando uma cidade estratégica para a implantação da apicultura, como garante o professor Neiri. 

"O Centro Educacional da Fucam em Riachinho fica localizado a 50 quilômetros da cidade, situado no povoado de Conceição, e possui aproximadamente 2 mil hectares de pasto apícola, que fornece néctar e pólen, com destaque para a aroeira. O mel produzido a partir dessa árvore é caracterizado por ter grande presença de compostos fenólicos com ação antioxidante, anti-inflamatória e antimicrobiana, resultando num produto diferenciado. Além da flora apícola abundante aqui na região, a questão socioeconômica para a população local foi outro fator determinante para a escolha da cidade Riachinho para implantação do projeto", explica.

Márcio Almeida de Sá, ex-aluno da Fundação Caio Martins e atual beneficiário do projeto de apicultura,, conta que desde a década de 80 é auxiliado pela Fucam. Ele foi aluno do Centro Educacional de Esmeraldas entre 1982 e 1989 e, atualmente, trabalha como professor na escola de Riachinho.

"Trabalho na Fundação. Estou trabalhando aqui no colégio. Eu vejo a Fundação Caio Martins como se fosse a minha própria família. Foi através da Fundação que eu estudei e que estou trabalhando. Se não fosse a Fundação Caio Martins, eu acho que não teria o que tenho hoje, então um pouquinho de mim pertence à Fundação. Sou ex-aluno e continuarei sempre defendendo seus ideais. " 

O curso conta com módulos agrupados em três núcleos (competências socioemocionais, tecnológico, empreendedor). Neiri é professor no Núcleo Tecnológico (formação para a produção até a comercialização dos produtos), que ajuda os alunos a atuarem na capacitação do Projeto de Apicultura da Fucam. Ele explica que o curso está organizado em aulas teóricas e práticas que proporcionam vivenciar todas as atividades da grade curricular.

"Tomei a liberdade de estruturar o curso da seguinte maneira: Introdução à apicultura, biologia das abelhas e seus principais Inimigos, materiais e equipamentos na apicultura, segurança, saúde e higiene na apicultura, instalação de apiário e pasto apícola, povoamento do apiário, técnicas de manejo, revisão de colméias e colheita, produção e beneficiamento dos produtos apícolas, comercialização de produtos Apícolas, meio ambiente e sustentabilidade”, contou.

A aula de revisão de colméias, segundo o professor e o aluno, foi um sucesso. O processo aconteceu de forma segura, com uso dos equipamentos de proteção necessários. O aprendizado é importante para que os alunos consigam reconhecer a presença da abelha rainha, avaliar o espaço disponível na colméia e observar a sanidade da colônia. 

"A aula foi excelente. Todos os colegas participaram das revisões e agora vamos passar pelo processo de implantação dos novos apiários. Já limpamos todas as áreas da implantação do projeto. O professor explica muito bem. Está ao alcance de todos os alunos, com palavras técnicas e bem explicadas”, conta o aluno Márcio.

"A aula foi um sucesso. Os alunos se mostraram interessados em observar e diferenciar quadros com mel e quadros com crias. É uma etapa de suma importância para o desenvolvimento da atividade apícola, pois permite o apicultor observar a presença da abelha rainha, que pode ser constatada pela postura de ovos nos favos, as condições de desenvolvimento do enxame, a quantidade de alimentos estocados nos favos, espaço disponível na colmeia e, além disso, permite observar a sanidade da colônia, verificando a presença de sintomas de doenças e de inimigos naturais das abelhas”, explica o professor Neiri.

Na tarde desta quinta-feira (18), os alunos tiveram uma aula em que trabalharam a fixação das placas de cera alveolada em quadros de ninhos, melgueiras e, por fim,  montaram alguns quadros de captura. Márcio conta que a aula auxiliou na aprendizagem de captura natural na área silvestre. 

"Vamos confeccionar as caixas de captura com papelão. Usamos os quadros de ninho com a cera alveolada para colocar nessas caixas e fazer a captura natural. Nós vamos colocar melgueiras nessas caixas. Eu mesmo coloquei duas melgueiras em uma caixa. Um dos alunos já tem sete caixas que já estão com abelhas, e já estão produzindo mel”.

As atividades do projeto "De Flor em Flor, Um Favo de Mel" tiveram início em 2022 nos Centros Educacionais de Riachinho, Esmeraldas e Juvenília; e já estão rendendo bons frutos para os alunos matriculados. O objetivo da Fundação é cada vez mais investir nessa atividade que protege o meio ambiente, a fim de capacitar os participantes a gerarem renda e com isso, melhorarem a qualidade de vida no campo. Além disso, com o projeto, a Fucam ajuda a projetar Minas Gerais como um dos grandes produtores de mel e derivados no país. 

Texto: Kauê Miranda